Personalidade INTP

Segundo um teste realizado, meu tipo de personalidade se enquadra á INTP - Introverted Intuitive Thinking Perceiving - Introversão, intuição, pensamento, percepção.

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INTP


Seu modo principal de viver é focado internamente, lidando com eventos de maneira racional e lógica. Seu modo secundário é exteriorizado, através do qual você absorve fatos primariamente através de sua intuição.

Você vive num mundo de possibilidades teóricas. Você vê tudo em termos de como essas coisas podem ser melhoradas, ou em como podem ser transformadas. Você passa a maior parte do seu tempo dentro de sua própria mente, fazendo uso da sua grande capacidade de analisar problemas complexos e de identificar padrões que se repetem, criando explicações lógicas para eles. Você busca a clareza em tudo, e é voltado para a construção de conhecimento. Você é o típico “professor lunático”, que valoriza muito a inteligência e a habilidade de aplicar lógica a teorias para encontrar soluções para os mais diversos problemas. Você é tipicamente tão voltado para transformar problemas em explicações lógicas que passa muito tempo vivendo dentro de sua mente e pode não colocar muita importância no mundo exterior. Sua inclinação natural a transformar teorias em compreensão concreta pode se tornar um sentimento de responsabilidade pessoal de resolver problemas teóricos e de ajudar a sociedade a se mover em direção a um nível mais elevado de conhecimento e de auto-compreensão.

Você valoriza o conhecimento acima de tudo. Sua mente está constantemente trabalhando direcionada a gerar novas teorias ou a comprovar ou a derrubar teorias existentes. Você aborda problemas e teorias ao mesmo tempo com entusiasmo e ceticismo, ignorando as regras e opiniões existentes, e definindo sua própria abordagem para a solução. Você busca por padrões e por explicações lógicas para quaisquer coisas que te interesse. Em termos gerais, você é uma pessoa um tanto genial e capaz de ser objetivamente crítico em suas análises. Você adora novas idéias, e fica muito empolgado com conceitos e com teorias abstratas, obtendo muito prazer em discutir esses conceitos com outras pessoas. Você pode parecer “com a cabeça nas nuvens”, alienado e distante dos outros, pois gasta muito de seu tempo dentro de sua mente, pensando sobre teorias de como as coisas funcionam. Você odeia trabalhos rotineiros e prefere muito mais construir soluções teóricas complexas, deixando a parte de implementação dos sistemas para outras pessoas conduzirem. Você é intensamente interessado em teorias, e gasta, sem problema algum, muito tempo e energia para encontrar a solução para um problema que tenha intrigado seu intelecto.

Você não gosta de liderar nem de controlar as pessoas; é muito tolerante e flexível na maioria das situações, a não ser que uma de suas fortes crenças seja violada ou desafiada, em cujo caso você adotará uma postura bastante rígida.

Você tende a ser bastante tímido quando conhece novas pessoas, mas por outro lado, é muito autoconfiante e gregário quando junto a pessoas que você conhece bem, ou quando discute teorias que você compreende em total plenitude.

Você não compreende nem valoriza decisões tomadas com base em subjetividades pessoais e sentimentais. Você luta constantemente para chegar a conclusões lógicas para problemas e não entende a importância ou a relevância da aplicação de considerações subjetivas e emocionais às decisões. Por essa razão você nem sempre percebe o que as outras pessoas estão sentindo, e nem está naturalmente equipado para atender às necessidades emocionais delas.

Você pode ter um problema com auto-engrandecimento e com rebeldia social que pode vir a interferir no seu potencial criativo. Sendo que o seu Sentimento é a função menos desenvolvida, você pode ter dificuldade em dar o carinho e o apoio que é sempre necessário nas relações íntimas. Assim, se você não perceber o valor em ser cuidadoso com os sentimentos das pessoas, você pode se tornar excessivamente crítico e sarcástico para com elas. Se você não for capaz de encontrar um espaço nesse mundo onde você possa fazer uso de suas fortes habilidades, você pode acabar se tornando uma pessoa extremamente pessimista e cínica. Se você também não desenvolver seu lado Sensorial/concreto o suficiente, você se encontrará “desligado” demais do seu ambiente, e demonstrará essas fraquezas na execução de tarefas do dia-a-dia, como pagar as contas ou se vestir apropriadamente.

Para você é extremamente importante que as idéias e que os fatos sejam expressos de uma maneira correta, clara e consistente. Talvez isso seja porque você prefere se expressar através do que você acredita ser verdades absolutas. Às vezes sua compreensão já completa de uma idéia não é facilmente compreendida pelos outros, e não é normal que você tente reorganizar melhor o que você falou para explicá-la de uma maneira que os outros compreendam. Você pode também ter uma tendência a abandonar um projeto assim que você entenda seu funcionamento, pulando para a próxima idéia. É essencial que você dê importância a explicar as teorias que você desenvolve através de maneiras compreensíveis. Afinal, uma descoberta sensacional de nada significa se você é a única pessoa que a compreende.

Você é uma pessoa bastante independente, original, e nada convencional. Não é provável que você coloque muito valor em valores convencionais como os de querer ser bem aceito por todos ou por querer segurança em todos os aspectos da sua vida. Você possui um caráter complexo, e tem uma tendência a ser inquieto e temperamental. Fortemente engenhoso, possui padrões de pensamento que o permitem analisar idéias de através de novas maneiras. Conseqüentemente, diversas mudanças relacionadas ao pensamento científico mundial foram feitas por pessoas como você.

Você se encontra no seu meio ideal quando pode trabalhar com suas teorias de maneira independente, num ambiente que ofereça apoio ao seu gênio criativo e até mesmo excêntrico. Se esse for o caso, você poderá alcançar feitos memoráveis. Pessoas como você são pioneiras, contribuindo com novos pensamentos e idéias para a nossa sociedade.

Sinfonias


O regente desta sinfônia funesta, soturna é o próprio Pêndulo da Vida, que dança num compasso sem harmonia, dissonante ante qualquer beleza. Em cada badalada, um soluço inconstante, um grito de (des)esperança voluntária, um choramingo sem qualquer piedade. A cada onda, um abalo nos mais profundos alicerces dessa alma já em pedaços, tão esgotada de tanto juntar seus trapos e tão cansada de olhar para frente. Não há, nessa Orquestra terrível, espaço para que a tranqüilidade ignorante escoa. Não cultivam felicidade, estes seres vorazes, corcundas arbitrários de uma catedral agonizante, moribunda, assustadora e de uma frieza concreta. Deito-me à sua sombra, embalada pelo canto exaltado dessa melodia de desassossego, reclusa num pesadelo de voz grave e aspecto feio, velho. E de repente, bem no fundo, gritam com horror, prestes a explodir, e eu nem sei bem o que é. E na tentativa de desvendar, esta música segue, imponente e majestosa, sem me deixar fechar os olhos.


Na densa nuvem de poeira, voa todos os sonhos inacabados, livres das cobranças egoístas da esperança. Naquela vilania inconseqüente sela-se todos os pensamentos brilhantes e faceiros, longe de sombras escuras, aquelas que fazem gaguejar os adultos, que fazem blasfemar os conformados, que fazem gloriar-se os céticos, cegos com a fantasia própria. Bastou o toque da inocência ah tantos anos esquecida, para que um universo inteiro brotasse num piscar de olhos, em meio uma entusiasmada melodia, doce e sossegada. Compromissos e repressões não valem nada e no fim, nada mais vai significar coisa alguma e nada irá fazer sentido nem nos fará sentir. É como um fluxo contínuo, uma onda de palavras invisíveis e absortas. Uma emoção a cada toque e uma vida a cada palavra. Uma arca de tesouros escondido no fundo da alma de cada um de nós. Um pequeno mundo esquecido nos contornos de mãos que aparentam sofrimento, típica ação do tempo, que faz desmontar o sorriso do rosto, que faz esmaecer o vigor do músculo, que nos faz esquecer as brincadeiras, os gracejos virginais. E neste mundo, terra dos poetas decadentes, de crianças, sábios e de loucos, mora um pedaço de felicidade vindo na carona de um cometa, e que só irá brilhar para os puros, que não deixaram a ignorância tomar conta da alma Aqui continuo eu, numa conversa descontraída com Minerva que sempre aparece para nos visitar, me ensinando coisas da vida, e que também aprende comigo, rindo das coisas parvas e bobas ditas por mim, porque me faz feliz ver um sorriso qualquer, sem que para isso eu tenha que procurar palavras difíceis, misteriosas e cheias de arrogância somente para impressionar alguns na tentativa de esconder um egoísmo e ego descomunal. Um dia, nada fará sentido mesmo...

Horrorshow


“ (...)Então, irmãos, começou. Ah, bênção, bênção dos Céus! Fiquei deitado, completamente imóvel, olhando pro teto, o gúliver sobre as mãos no travesseiro, os glazes fechados, a rote aberta em beatitude, esluchando o esguicho de lindos sons. Ah, era o belo e a beleza feitos carne. Os trombones mastigavam ouro debaixo da minha cama, por detrás do meu gúliver, os trompetes lançavam chamas de prata em três direções e lá, perto da porta, os tímpanos rolavam por dentro das minhas tripas e tornavam a sair, mastigados como um torrão de trovão. Foi então, como um pássaro do mais raro tecido de metal celeste, ou como vinho prateado escorrendo numa espaçonave, a gravidade transformada agora em absurdo, veio o solo de violino, por sobre todas as outras cordas, e essas cordas eram como que uma gaiola de seda em volta da minha cama. Depois, a flauta e o oboé perfuraram, como se fossem vermes de platina, o espesso, espesso torrão de ouro e prata. Pai e mãe no quarto ao lado, já tinham aprendido a não bater na parede se queixando do que chamavam de barulho. Eu tinha ensinado a eles. Agora eles tomavam pílulas pra dormir. Talvez sabendo da alegria que eu sentia com a minha música noturna, eles já deviam ter tomado. Enquanto eu esluchava, meus glazes bem apertados pra trancar do lado de dentro a beatitude que era melhor do que qualquer ou Deus de sintemesque, eu via imagens tão lindas. Tinha veques e ptitsas, tanto jovens quanto estarres, caídos no chão, gritando por misericórdia, e eu gargalhando com a rote inteira toltchocando os litsos deles com meu coturno. E tinha devótchecas rasgadas e gritando contra as paredes e eu metendo nelas e, realmente, quando a música, que tinha só um movimento, chegou ao topo da sua torre mais alta, então eu gozei e esporrei e gritei aaaaaaaahhhhh de beatitude. E a linda música deslizou para o seu término cintilante. Depois disso, eu ouvi um lindo Mozart, e vi novas imagens de litsos diferentes sendo jogados ao chão e esmagados pela minha bota, e foi depois disso que eu achei que devia ouvir mais um último disco, antes de cair no mundo, e eu queria alguma coisa estarre, forte e muito firme, e foi J. S. Bach que eu ouvi, o Concerto de Brandenhurgo só pra cordas médias e graves.

Muito horrorshow caros droogs.

No outro dia, acordei ás 8 horas em ponto. Qual vai ser o programa, hein ? (...)”



É inútil tentar me desfazer deste nevoeiro traiçoeira que me cega meus olhos. Nem pelo toque de Minerva, nem pelos conselhos de Delfos eu poderia ser tirada desse labirinto. A chama invisível jamais cessa de fervilhar as minhas dúvidas. Sempre que fecho os olhos, encontro-me assim, como em um monumento de Dédalo, perdido dos fios da lã. E se os abro, a corrente de lembranças afoga a tênue linha de sanidade que ressoa dentro da minha cabeça. Acabo por cair involuntáriamente na armadilha dos jogos sórdidos, recitando lamentações do meu infortúnio sob uma máscara de hipócrita. Em verdade digo a todos, alimento-me com uma voracidade incontrolável desse desespero doce. Fujo a todos os olhares e mato minha sede por inconstancia.

Criança


Eu quero ser criança. Ser criança de corpo e alma, brincar e imaginar um mundo só meu. Quero poder rir com inocentemente, poder queimar com o desejo da curiosidade. Queria ser livre de pessoas, livre da ambição e das responsabilidades, livre do peso da vida. Quero ser criança, com a consciência de quem sente regozijo por ela mesma, quero ter o pecado da ignorância, e a benção de uma alma virginal. Queria o suspiro puro e a voz de humildade infantil. Quero, por tudo, minha alma repleta de poesia que faz músicas, de novidades, de fantasias, de brilhos. Quero de volta o meu tesouro, a minha contemplação de um mundo bucólico, simples. A suspeita fugaz de momentos que não duram mais do que cantigas e amores passageiros. Quero mergulhar no tempo que já passou, nesses aureos idos de uma outra vida. Quero, por toda a poesia, música e beleza, voltar a ser criança.

Fardo


E meu valor moral caiu aos pedaços. Não resistiu a tentação da apatia. Meus princípios tombam frente a prova de fogo e a inércia é forte demais para que eu movimente um dedo sequer. A deterioração é inevitável. Somem as cores vivas que pavimentam a alma; cada pedra é assolada pela rotina, ferida pela corrosão egoísta. No movimento que não cessa, o tempo urge. Não sobram trocados para a música solitária e funesta do observador. Tranquilizo-me, apenas, nessa auto-piedade; esperar o sofrimento é simples. Quem pode enfrentar, enfim, a certeza? Ai de mim, que me agarro a onipotência , como se o espírito estivesse largado em meio a um jogo de cartas. Isso é o que dá, apegar-se a deuses geniosos e amores platônicos. O fardo é pesado sim, porque assim posso reclamar por carregá-lo.

Cigarros


Tudo que ela fazia o tempo todo era exalar fumaça nauseante, enquanto aparentava uma nojenta cara de desdém. Nenhuma das trágicas e emocionadas palavras que ele soluçava pareciam susrtir o menor efeito. Era como se ele estivesse passando mal, vomitando qualquer bobagem sobre a torta de maçã. A cada sílaba trêmula, ele parecia ainda mais idiota, patético e ela, soltava ainda mais fumaça, feito uma chaminé de concreto, fria, imponente e voraz. Ele, vez ou outra, tentava manter o ritmo no diálogo, escondendo talvez o que restou da sua própria dignidade. Ela o encarava, decepcionada. Aqueles olhos azuis não perdoavam; pareciam dois facões que rasgava aos poucos, tornando a gangrena ainda mais dolorida e horrível. Os cabelos escuros faziam o contraste entre os dois. Ela, paciente mas instável . Ele, benévolo mas inseguro. A conversa não passava de um desperdício de frases. Um gole de café, um copo de vinho e fumaça. Uma bagunça de personalidade. E a relação sempre foi assim. Tentar encontrar algum sentido é em vão. Ele se levanta e diz não voltar mais, na esperança de causar alguma reação inesperada. Ela suspira, mais calma. Toma um gole do café e acende mais um cigarro. Cafés esfumaçados. Bela combinação.


Não existe folga para o louco. Não existe silêncio enquanto ecoa este grito cacofônico. Não há paz na trilha de sombras malditas, que se prolongam como uma capa horripilante que mata e planta a semente da desolação. O peso da aflição é maior do que a da própria vida. A ausência da simpatia é como uma sanguessuga de espíritos, vórtex, nonsense sulfúrica, seca as mais tímidas sementes da esperança. A falta de sossego; a inquietação que persevera é imbatível, perpétua. O nimbo do desespero é naturalmente incorporado, escuro contagioso que emana a quebra da alma. Fracassada, metafísico ao tempo. Dores do passado, presente e futuro.

Disforme


Selecionando palavras com cuidado, temerosa a cada passo dado. O chão é feito de vidro, escorrega e machuca. É como um claustro misantrópico que me cobre, feito um manto de insensibilidade. Imagens cinzentas vão passando... falta luz nesta trilha que cerca. Algemas colocadas por mim mesma. Se grito por liberdade, nada poderia ecoar mais falso. Aqui dentro é mais seguro, longe desse assustador mundo de afetos. A música é lenta, o tempo custa a passar. Minha película perturbadora, de sangue e flores... Aproximam-se apenas as sombras do passado e falo num dialeto que nunca existiu e não vai existir para os outros. Tenho aqui meus companheiros sem forma definida e sem ambições, fardados com a própria (in)existência. Sinto saudade do que não vi e da nostalgia do que não vivi. Desejo beijar e abraçar este sonho platônico, de formas que confundem. E debaixo da minha árvore sem flores e sem folhas , eu repouso. Gargalho aos prantos. Olho passar as coisas que não passam, cumprimento quem não está ali, converso com os ventos matinais e noturnos que não batem. Vou levando assim, caindo na armadilha...

Minerva


...Meu paradoxo ou contra-senso não passa de uma Minerva às avessas, uma velha divindade cega, orgulhosa, arrogante, juíza e criminosa. A balança pende para o lado da espada, justiça, apenas a minha própria, auto-imposta, austera, rigorosa, quase infalível. Ai destes pensamentos impuros, algozes vorazes, abutres famintos em volta de uma podridão. O açoite que se impõe é feito de verdades e mentiras. Mas a consciência do dever me persegue. E, neste estado marginal, nesta vilania como um objeto abominável, encontro a arte. Na dúvida e na incerteza; só ali tenho a poesia que faz a vida. Prometo tornar o belo questionável, e o impuro virgem. Tento transformar o legível no enigmático, e todo paradoxo numa melodia harmoniosa de (des) razão. E que cada verso seja entoado no canto, e que cada canto seja silenciado num eco de inocência. O peso de minhas verdades será tão leve quanto a beleza da mentira. E que todos os ouvidos sejam violentados com minhas maldições e anátemas, e que a surdez seja acariciada com a vibração dos meus acordes em junção ás minhas odes. E que cada pedra da minha obra sirva como uma agulha no espírito dogmático de céticos e cegos. Pago o preço de um mundo de ponta-cabeça, voaria por todo o Universo, colheria cada estrela e rezaria para cada anjo dos céus se este fosse meu preço. Moveria a montanha para que, com potência e orgulho, meu grito, meu desabafo, meu desespero, desprezo e minha poesia fosse, em toda sua integridade, a mais pura arqueologia da minha alma. Não me importo de pagar também o alto preço da minha ignorância...