Egoísta Arte Artista Autista...


Aquele que sofre, é apenas egoísta. Sim!. Artista decadente, escultor rompido que vê a arte em si mesmo. O corpo clama por estética, algo sublime, sim, mas que confunde-se com sentimento, mistura-se com elementos do espírito que alimenta-se de vidas exteriores. Tristezas e alegrias são estados volúveis, estéreos que se origina da arte que não se vê, mas se sente. Um álacre ignorante deseja somente deleitar-se aos restos de uma obra-fantasma. Um bobo-alegre que quer somente admirar o opus que depara-se em frente ao espírito. Quer ser o espectador e quer dançar em sua amargura, quer ser o artista, que com inigualável sensibilidade, produz o mais melancólico de todos os quadros, quer ser ainda, um egoísta intocável, quer somente para si sua própria arte. Crê seriamente, que ele está tomado por completo..
Tristeza precisa de tristeza para continuar existindo. Ás lágrimas... o soluço cambaleia no orgulho medíocre. Sentir-se inferior, queima.... A alma vai se esvaindo, assim, aos pouquinhos...deixa o corpo aqui, vazio, sem vida, sem motivação, mergulhado no arquetípico do sentimento incompreendido.

Egoísta. Arte. Artista. Autista.

Marinheiros Errantes


Enquanto a cabeça está erguida, majestosamente no frio cortante e gelado de uma tempestade, os olhos contemplam o infinito azul e negro. Lá á frente, marinheiros gritam com horror fazendo um eco distante e triste na imensidão, como se fossem badalos de um sino sinistro que soa incessantemente. Flutuar em mar bravo assim não é tão diferente quanto o mergulho que damos na solidão. Bem no fundo, não conhecemos som algum, o silêncio é contínuo e até o trovão emudece. Os céus feitos de areias dos desertos, perímetro da eternidade.
Coloca tua mão no leme, avante! O Horizonte nos aguarda, não só o horizonte, mas também as cascatas onde se derrama o universo, onde existem pilares gigantescos, maiores do que aqueles que sustentam o firmamento, onde a via-láctea faz as estrelas colidirem entre si, onde a nossa vida se resume em uma única gota de água. Lá navegamos nós, marinheiros solitários, errantes. Já nem lembramos o nome de nossa nave. Estrelas do crepúsculo...





No princípio, era caos. E assim foi por toda a eternidade. Sincronia, sincronia...

Tu, ego

Não existe Inglaterra, não existe Escócia. As jóias do tesouro sumiram, a ética fugiu do sopro e o horizonte, escuro é. Falta espaço para a respiração. Não existe nem mesmo espasmos. Nada de suor. Nada de Rei, de rainha ou de herói. O dragão afugentou-se, a magia agora é escassa. A consciência do dever me persegue, infelizmente.

Fome

Existe em mim uma sombra estranhíssima, ela vive colada a mim. Ela adormece, mas acorda faminta, hiante. Ela irá devorar tudo que lhe surgir a frente, deixando-me vazia, oca. Ai de meu ser que não acompanhar a sua fome! O fogo machuca vosso apetite, mas machuca...mas...