Poseidon


E por um decreto dos Deuses, o mar nos foi proibido. Os rochedos altos, as costas brilhantes com ondas de cristal que quebravam ao colidir-se com as rochas, agora não passa de um sonho distante para aqueles que ouviram sua histórias. A torre alva elevava- se lá ao sul, como um imenso astro de Marfim, esta será a luz de esperança nessa época tão gélida e tão tristonha de lamentações e sombras macabras.
Eu pergunto: Onde estão os heróis? Sim, eles, os altruístas que sacrificam-se por míseros sinais de luz ? E as riquezas que os piratas sempre vinham buscar ?
Clamei por um marinheiro. Sim, ele! De nobre linhagem, único de coragem. Pedi a ele que enfrentasse o gigantesco oceano traiçoeiro que tinha olhar penetrante, azul surreal....
Pedi que, como uma ave da realeza e paz, voasse até o seio da honestidade. Pisou descalçado na areia fina de uma pequena praia de lucidez. Nesse lugar, a tal da imortalidade nunca havia sido tão suja por homens simples de sangue forte.. Em um ato de bravura e empáfia, o marinheiro foi abraçado pelo Deus dos Mares...Foi concedido a ele uma proposta: Devolver-nos-ia nosso belo Mar se o marinheiro permanecesse de vigília durante toda a eternidade. Proposta aceita. A lua e ao Sol foi dado o espírito de astros imortais, protegendo assim todo o firmamento. Lá, além dos limites da existência, as sombras voavam já sem as correntes dos pecados. Dia e noite o marinheiro viajava, empunhando sua espada e sua bandeira, pronto para brigar com o frio e a morte, tendo na face o brilho dos Deuses, a luz da vida, estrela do coração do oceano.