Estação...

E junto com a primavera, nascem os amores e carinhos que colorem o céu com um azul jovial que ri como uma criança em sua inocência. O vento não passava de um mimo para os namorados, inebriados na sua riqueza em primavera romanesca, respiram juras de amor eterno, transcendentes. A existência de ambos era calorosa, os dois agora, apenas um, em uníssono, sem vozes sepultais ou pensamentos de qualquer índole, basta, somente, que se troquem os ares e que as árvores voltem para o seu claustro natural, para que as promessas, tão copiosas e duradouras, caiam como folhas exaustas levadas por um vento outonal, caídas do pé das Ilusões. O azul do céu se desbotava e gargalhava de forma funérea, o frio era boreal, como um choro angelical que castigava, colore a vegetação idílica de branco, um branco indiferente e gelado, tirando a cor de cada traço daquele amor vermelho pulsante, agora pequeno e distante como uma lembrança indesejada. Triste fraqueza humana. Fome, vontades e desejos, a sede de um beijo...Não se pode esperar a época do degelo, mal sabem, pobre casal, que tímidas promessas já se formam sob o gelo, para o início de uma nova primavera...